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Digestão e atividade física

 

Anna Christina Castilho – Nutricionista IMeN
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O processo de digestão permite ao sistema digestório, como recomenda a nova nomenclatura, realizar sua função: transformar o alimento para que seus nutrientes sejam absorvidos pela corrente sanguínea e levados às células, para desempenhar suas funções. Esse sistema é composto por boca, esôfago, estômago, fígado, vesícula biliar, pâncreas e intestinos delgado e grosso.

O processo digestivo se inicia na boca, com a mastigação, onde a saliva produzida pelas glândulas salivares, umedecem e reduzem os alimentos a pequenos fragmentos. Quando o alimento não é adequadamente triturado, o organismo precisa trabalhar mais para extrair seus nutrientes.

Depois de ter sido triturado, o alimento passa do esôfago para o estômago, onde é transformado em partículas menores ainda por contrações mecânicas e sucos gástricos (ácidos) liberados e encontrados neste local.

O alimento permanece algumas horas no estômago, até que a mistura resultante, chamada quimo, passe para o intestino delgado. O tempo desse processo depende do tipo de alimento ingerido.

No intestino, o quimo, entra em contato com substâncias, responsáveis pela digestão das gorduras, proteínas e carboidratos.

O intestino grosso armazena o resíduo alimentar após absorver água e sais minerais e após estímulo ocorre a evacuação, que elimina esse resíduo.

O processo digestivo é facilmente afetado pelo tipo e qualidade da dieta e também pela velocidade com que se come.

Uma dieta não balanceada, a inatividade e problemas de saúde podem, isoladamente ou em combinação, comprometer a capacidade de digestão do organismo.

 

 

•  O fato de algumas pessoas sentirem dor de barriga no meio dos treinos pode ser causada pela alimentação que fizeram antes da atividade ou por diversos outros fatores como por exemplo:

 

•  diminuição do esvaziamento gástrico: a prática de atividade física desvia o fluxo sanguíneo para a musculatura fazendo com que o esvaziamento gástrico seja mais lento, podendo levar a um desconforto e até dores abdominais;

•  aumento de gases: devendo evitar alimentos flatulentos como feijão, couve, pimentão, brócolis, couve- flor, lentilha, milho, pepino, abacate, melancia, melão e doces. Eles podem causar indisposição, cólica e desconforto intestinal.

•  eventual contração intestinal

 

 

•  Os alimentos mais digeríveis são os integrais, não processados (não industrializados) e que não sobrecarrreguem o sistema digestivo, assim o estômago não precisa produzir altos níveis de ácidos para digeri-los. Alimentos processados, gordurosos e a carne vermelha por exemplo, são difíceis de serem digeridos.

 

•  Alimentos integrais são ricos em fibras, que estimullam o aparelho digestivo. A presença de fibras no intestino grosso favorece a ação de bactérias, transformando em gases (metano) e substâncias nutritivas ao próprio intestino (ácidos graxos de cadeia curta) O aumento da produção de gases pode ocasionar desconforto abdominal.

 

  A preparação da refeição que antecede o evento esportivo deve respeitar as características gastrintestinais individuais. O tamanho da refeição e a composição da mesma em quantidades de proteínas e fibras podem exigir mais de 3 horas para o esvaziamento gástrico. Na impossibilidade de esperar por mais de 3 horas para a digestão, pode se evitar o desconforto gástrico com refeições pobres em fibras e ricas em carboidratos. Assim, a refeição que antecede os treinos deve ser suficiente na quantidade de líquidos, pobre em gorduras e em determinados tipos de fibras (insolúveis) para facilitar o esvaziamento gástrico e rica em carboidratos (de baixo índice glicêmico) para manter a glicemia; e moderada em proteínas. Quanto mais complexo for o carboidrato maior será a necessidade de digestão enzimática, sendo maior o tempo de absorção.

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