Dr. Celso Cukier
O auxÃlio ergogênico é fato presente desde a antigüidade, quando era baseado em superstição e atos ritualÃsticos. Atletas e soldados eram preparados com dietas constituÃdas de partes especÃficas de animais com o intuito de conferir agilidade, velocidade e força (Applegate e Grivetti, 1997). O conhecimento fisiológico do organismo do atleta promoveu o aparecimento de substâncias quÃmicas de diferentes origens e formas de ação, com o objetivo de aumentar a capacidade de força e resistência orgânica. Creatina, carnitina, bicarbonato de sódio, cafeÃna, ginseng, esteróides anabólicos, hormônio do crescimento, picolinato de cromo, ioimbina, bebidas hiperprotéicas etc. têm sido utilizadas, por vezes, de forma indiscriminada e sem orientação especializada (Clarkson, 1996). Entretanto, pouco se sabe sobre seu real valor na atividade fÃsica. O uso incorreto dessas substâncias é fato comum entre atletas sendo inversamente proporcional ao conhecimento de seus efeitos benéficos e prejudiciais pelo atleta. Sugere-se que algumas substâncias, quando utilizadas adequadamente e com orientação adequada, poderiam beneficiar determinadas categorias de atletas. Num estudo efetuado em 509 estudantes, Massad et al. (1995) observaram menor uso de suplementos quando houve maior conhecimento de seus efeitos, demonstrando claramente a importância educacional nesta população. O uso de substâncias como a cafeÃna e hormônio do crescimento foi proibido pelo comitê olÃmpico internacional, mas continuam a ser utilizadas, especialmente em atividades esportivas cujo exame de detecção não é obrigatório.
A melhor compreensão, do profissional de saúde e do atleta, e a divulgação cientÃfica baseada em trabalhos bem planejados trarão modificações importantes na conduta e performance do atleta, com benefÃcios refletidos em seu resultado final na competição e no seu estado de saúde (Tipton, 1997)


