Menu Principal

Início
Quem Somos
Conteúdo Científico
Produção Editorial
Cursos IMeN
Links
Portal dos Pacientes - Dicas
Gastronomia
Eventos Internacionais
Fale Conosco

Pós Graduação

IMeN Educação
Cursos - Novas Turmas
Portal dos Alunos
Aconteceu na Pós
Ficha de Inscrição

Área restrita





Últimas Inserções

  • Calorimetria Indireta - Aspectos básicos
  • Circunferência Abdominal - Como calcular
  • Bourgogne - Vinhos, tipos e carcterísticas gerais
  • Citrulina - Aspectos Nutricionais
  • Cirurgia Bariátrica - Aspectos básicos
  • Soja e Doença cardiovascular - Evidências Clínicas

Próximos Cursos

  • 07 de Março.... Nutrologia - Cursos de atualização e extensão
  • 08 de Abril I Workshop Integrado de Nutrição Clínica dos Hospitais São Camilo - Como montar sua EMTN
  • 03 de Junho - Obesidade: Por que, quando e como tratar à luz das evidências atuais
  • 09 de Junho - Terapia Nutricional - A verdade sobre os Indicadores de Qualidade
  • 19 a 21 de Agosto I Congresso Paulista de Nutrição Esportiva
  • Congresso Paulista 2009
Cálcio: muito além de ossos e dentes Enviar para um amigo
03 de agosto de 2005

Isabela Cardoso Pimentel
Especialista em Nutrição em Cardiologia pela SOCESP
Nutricionista clínica Hcor/SP

O cálcio é o mineral mais abundante no organismo humano representando cerca de 1,5 a 2,0% do peso corpóreo.
Sempre associado a formação e manutenção de ossos e dentes, o cálcio desempenha também fundamental papel metabólico.
Ao redor de 1% do cálcio contido no organismo está presente no plasma e pode ser subdividido em 3 categorias:
- Cálcio ionizado ou livre (50%), que é difusível pela membrana capilar.
- Cálcio não- ionizável (10%), que é ligado a substâncias como citrato ou fosfato e também é difusível pela membrana capilar.
- Cálcio ligado à proteínas, como albumina ou globulina (40%), que não é difusível pela membrana capilar.

A fração de cálcio ionizado é importante para a maioria das funções do cálcio no organismo como seu efeito sobre a freqüência cardíaca, sistema nervoso, coagulação sanguínea, além da formação óssea.
A estreita variação dos níveis de cálcio sérico é regulada principalmente pela ação do hormônio da paratireóide - paratormônio (PTH) - e com menor efeito pela calcitonina secretada pela tireóide.
Em situações de baixa ingestão do mineral, doenças como raquitismo, gravidez ou lactação, a menor redução da concentração de íons cálcio no líquido extracelular determina secreção do PTH e mobilização dos depósitos de cálcio (ossos) para que se mantenha níveis normais entre 9,0 a 10,0 mg/dl (2,4 mmol/l).
Se por motivos agudos ou crônicos houver queda progressiva dos níveis de cálcio, a hipocalcemia leva ao quadro de tetania, desencadeada pelo aumento da excitabilidade das fibras nervosas devido aumento da permeabilidade da membrana aos íons sódio. A tetania caracteriza-se por contração involuntária principalmente na mão, mas podendo progredir para outras partes do corpo ou evoluir para convulsão.
Outros efeitos da hipocalcemia são na hemostasia e no coração.
Na ausência de íons cálcio, não é possível ocorrer coagulação sanguínea, pois todas as etapas de coagulação da via intrínseca, com exceção das duas primeiras, dependem da presença de cálcio.
Com relação ao coração, o cálcio leva os músculos cardíacos a se contrair, quando há hipocalcemia, o coração perde sua capacidade de bombear eficientemente o sangue, ocorre "flacidez cardíaca" e lentidão na freqüência cardíaca.

Referências bibliográficas:

Gyuton, A.C., Tratado de Fisiologia Médica, 8 ed. Guanabara Koogan, 1992.
Mahan, L.K., Arlin M.T., Krause: Alimentos, Nutrição e Dietoterapia, 8ed, Roca, 1995.

 
I Voltar I
(C) 2009 IMeN
IMeN - Instituto de Metabolismo e Nutrição
Rua Carlos Sampaio, 304 conj 21-31 - São Paulo - SP
Fone: (11) 3287-1800 / 3253-2966
imen@nutricaoclinica.com.br
cursos@nutricaoclinica.com.br