Escalas de disfagia

A equipe multiprofissional necessita de protocolos que auxiliem na definição de condutas em disfagia

Para atuar com a disfagia, a equipe multiprofissional necessita de protocolos clínicos e instrumentais que auxiliem na definição de condutas, minimizando os riscos para o indivíduo disfágico. Apesar de não haver consenso sobre qual seria a ferramenta mais eficaz para avaliação, é importante a utilização de instrumentos eficientes, consistentes estatisticamente e facilmente reprodutíveis. Em um trabalho realizado recentemente (2012), avaliando a objetividade das escalas existentes de classificação das disfagias, observou-se que a maioria delas não alcançam os requisitos para serem consideradas como ferramentas completas. Dentre as escalas mais citadas estão a FOIS e ASHA para disfagia orofaríngea (alta) e Zaninotto e Youssef para disfagia motora (baixa). Além dessas escalas, também podemos citar a escala EAT-10, utilizada para avaliar o grau de severidade dos sintomas e a necessidade de adequação da consistência dos alimentos.

Referências:

Sallum RAA, Duarte AF, Cecconello I. Revisão analítica das escalas de disfagia. ABCD Arq Bras Cir Dig. 2012;25(4):279-82.

Belafsky CP, Mohamed AD, Ress JC, Pryor CJ, Postma NG, Allen J, Fracs R, Leo- nard J – Validity and Reliability of the Eating Assessment Tool ( EAT 10)- Annals of otology, rhinology e laringology 117 ( 12): 919-924 – 2008.